Perseverança

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Perseverança
Wowacintanka (Persistir, esforçar-se apesar das dificuldades)

Em meus posts anteriores sobre as virtudes buscadas pelos povos Lakota, falei sobre a Humildade, o Respeito e a Gratidão.
Hoje falarei um pouco sobre a Perseverança.
Vale a pena mencionar que na cultura Lakota, as crianças eram orientadas desde bem cedo e, naturalmente, para que houvesse um maior entendimento das lições a serem aprendidas, histórias eram contadas, o que permitia não apenas o entendimento, mas a incorporação do ensinamento à vida de cada novo indivíduo.
Eram as mães e as avós as responsáveis por orientar as crianças até a idade de 5 anos. Portanto esse trabalho de formação de caráter, começava bem cedo.
Nossa história de hoje fala de perseverança.
Sabemos que para alcançar qualquer objetivo na vida, precisamos lutar, correr atrás, nos dedicar de fato, persistir.
Aprender um novo idioma, um novo ofício, aprender a dirigir um carro, enfim, todo novo aprendizado requer esforço.
Talvez nesse exato momento você esteja se empenhando em alcançar um novo objetivo! Quanto trabalho, quanta dedicação será preciso?
Muitas vezes chegamos a pensar em desistir frente a tantos obstáculos…
Se você se encontra numa situação como essa, a história a seguir poderá lhe dar um novo ânimo, força e coragem.
Na região de Dakota do Sul, vivia um povo chamado Red Calf (Bezerro Vermelho).
Um casamento acabara de ser realizado entre “Cloud”, um grande guerreiro e “Plum”, uma linda jovem.
Eles se casaram no verão e naquele ano a tribo estava enfrentando as terríveis tempestades próprias dessa época, com ventos muito fortes, trovões assustadores e muita, muita água.
A aldeia se protegia como podia, mas era difícil manter tudo e todos em segurança.
Numa determinada noite em meio a um terrível temporal, um barulho mais assustador do que o dos ventos ou dos trovões, foi ouvido!
Gritos de horror, o uivo e latidos nervosos dos cachorros, homens correndo e dando gritos de alerta em função de uma nova e grande ameaça.
Algo mais poderoso do que a tempestade, estava destroçando toda a aldeia e atacando as pessoas.
Era Iya, o gigante, com a força de centena de homens e a altura de diversas cabanas.
Iya estava faminto e estava destruindo tudo em busca de comida. Ele estava comendo as mulheres da aldeia!
Com sua enorme mão, Iya derrubou a morada de Cloud e Plum e num piscar de olhos, agarrou Plum e a jogou goela abaixo.
Cloud em desespero, atirou diversas flechas no gigante que infelizmente não produziram efeito algum. Nada conseguia deter a criatura.
Depois de intermináveis minutos de horror, os sobreviventes assistiram Iya ir embora de barriga cheia, deixando uma trilha de pegadas inacreditáveis de tão grandes.
O conselho da tribo imediatamente se reuniu e decidiu que a aldeia precisava ser movida para outro lugar porque agora que o gigante sabia onde eles estavam, certamente voltaria para fazer mais uma refeição. As providências para a mudança começaram na mesma hora.
Mas Cloud estava devastado, inconformado! O gigante havia levado embora a mulher que ele escolhera para passar o resto de seus dias, para ter filhos, formar uma família. Ele precisava fazer alguma coisa!
Com a permissão do conselho, Cloud reuniu sete guerreiros para irem ao encalço da criatura.
A princípio nenhum deles sabia exatamente o que fazer porque o gigante parecia indestrutível.
Foi então que Cloud teve a ideia de atrai-lo para uma armadilha.
O plano apesar de parecer absurdo, era cavar um enorme buraco no qual o gigante pudesse cair e ficar preso.
Mas seria preciso cavar um buraco muito, muito grande!
Um dos guerreiros precisaria se oferecer como isca ao gigante, correr muito e fazer com que o mesmo o seguisse até a armadilha. Uma tarefa nada fácil…
Ficou estabelecido que 6 guerreiros cavariam o buraco enquanto Cloud e seu amigo Yellow Hawk procurariam o gigante e o atrairiam até o local combinado. E claro, o buraco já deveria ter sido cavado e camuflado.
Foram dias de trabalho exaustivo! Por mais que cavassem o buraco nunca parecia ser grande o suficiente.
Cloud e Yellow Hawk encontraram o gigante adormecido e sua perigosa e desafiadora missão estava começando.
A princípio os dois guerreiros fizeram fogueiras para chamar a atenção de Iya. A fumaça atraía o gigante até a primeira fogueira e quando ele a alcançava os dois guerreiros, tomando uma boa distância, acendiam outra. E foi assim que Cloud e Yellow Hawk deram tempo para que os outros seis companheiros conseguissem cavar o enorme buraco.
Tudo estava correndo conforme o planejado, até que Iya avistou Cloud e Yellow Hawk. Uma terrível caçado havia começado.
Cloud orientou Yellow Hawk a voltar e ajudar os outros seis com o buraco, enquanto ele tentaria despistar o gigante até que tudo estivesse pronto.
A situação era desesperadora, pois cada passo do gigante, equivaliam a 10 passos de Cloud. Cloud precisaria correr muito para não se pego.
Quando suas energias estavam chegando ao fim, Cloud reconheceu o sinal de fumaça dos amigos avisando que a tarefa estava concluída. Um buraco de proporções inacreditáveis estava cavado e coberto de arbustos secos.
Quase sem aguentar correr mais, muito cansado para ter qualquer tipo de medo, Cloud lembra da imagem da esposa em seu vestido especial no dia de seu casamento e imagina os filhos que poderia ter com ela.
Isso lhe trouxe um sopro de esperança e energia suficiente para continuar correndo.
Seus amigos assim que o avistaram, se esconderam para não desviar a atenção do gigante.
Cloud atravessa cuidadosamente os arbustos arrumados por seus companheiros e por um único centímetro não é pego pela criatura.
Ao pisar nos arbustos, Iya despenca para dentro do enorme buraco e fica completamente entalado.
Iya luta durante a noite inteira para escapar da armadilha, até que suas forças acabam e ele morre ali mesmo.
Quando todos percebem que o gigante havia morrido, Cloud pega sua faca e corre em direção de Iya, cortando seu estômago de ponta a ponta.
Ele grita por ajuda quando encontra o corpo de uma mulher mais morta do que viva, coberta de lama e outras substâncias horríveis.
Mas ela estava viva!!!!
Plum e todas as outras mulheres que haviam sido devoradas pelo gigante, estavam lá resistindo e conseguiram sobreviver ao ataque.
Cloud e Plum tiveram dois filhos, um menino e uma menina a quem contaram a história do terrível gigante e da perseverança necessária para salvar aquelas vidas.
Os dois envelheceram juntos e essa aventura de coragem e determinação, rendeu a Cloud uma posição de honra entre seu povo que o seguia por sua sabedoria e persistência.
Lá no meio do descampado existe uma colina coberta de grama e cactos e muita gente a visita. Para a maioria, ela não passa de uma colina comum, mas para alguns ela é a cova do gigante Iya.
De qualquer forma, essa colina é fruto do amor, da coragem e da perseverança.

 

Respeito

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No artigo anterior falei um pouco sobre a humildade e como o grande guerreiro Crazy Horse foi um exemplo dessa virtude.
Dando continuidade aos artigos sobre as virtudes buscadas pelo povo Lakota, hoje vou falar um pouco sobre o ‘Respeito’.
Para ilustrar esse tema, vou contar uma das centenas de histórias que os mais velhos costumavam contar para seus filhos e netos, com o intuito de faze-los entender mais facilmente, a importância de se ouvir, entender e colocar em prática os ensinamentos que os ajudariam a viver com dignidade e harmonia.
Felizmente ainda existem descendentes desse povo que valorizam esses ensinamentos e que se dispõe a nos transmitir bondosamente.
Vou contar a história da “Mulher Cervo”.
Havia um jovem guerreiro que se tornara um exímio caçador. Sempre que saia para uma caçada, toda a aldeia sabia que ele demoraria alguns dias para voltar, mas certamente chegaria com provisões para todos.
Vamos chama-lo de ‘Koskalaka’ (que significa homem jovem), já que não sabemos seu nome.
Koskalaka vivia com sua avó para ajuda-la e fazer-lhe companhia, em vista de que a mesma era viúva.
Em gratidão, ela sempre lhe contava histórias fascinantes que Koskalaka adorava ouvir.
Entre elas havia essa sobre a Mulher Cervo.
A Mulher Cervo, segundo a história, era de uma beleza estonteante! Tão linda que qualquer um que dela se aproximasse, ficaria perdidamente apaixonado.
Ela vivia em uma tenda pequena mas aconchegante, e um fogo convidativo sempre brilhava em frente da mesma. Mas ninguém conseguia encontra-la por mais que a procurassem. Ela só era avistada quando um caçador, longe de casa, estivesse sozinho, cansado e com fome.
Ela o atraía para sua tenda, oferecendo-lhe alimento, calor, carinho e prazeres, até que o mesmo caísse no sono.
Quando o caçador acordava na manhã seguinte, descobria que a linda mulher havia desaparecido e havia levado com ela seu sossego, seu juízo.
Uma vítima dessa armadilha, como que num encantamento macabro, nunca mais teria paz e passaria o resto da vida procurando, em vão, reencontrar a Mulher Cervo.
A avó de Koskalaka o advertiu sobre o perigo de encontra-la na mata, aceitar seu convite e perder a cabeça para sempre.
“Alguns homens são feridos em batalhas ou enquanto estão caçando. Esses ferimentos podem ser curados, mas com o espírito é diferente. Se o seu espírito for ferido, ele talvez nunca mais possa ser curado”, dizia ela.
No outono seguinte, Koskalaka fez os preparativos para sua caçada. Precisava trazer provisões para a aldeia. Ele partiu para sua jornada com mais três outros guerreiros, mas como o verão anterior havia sido muito seco, os animais se distanciaram das regiões que costumavam habitar e os caçadores precisaram viajar muitos dias até conseguirem encontra-los.
Numa determinada tardinha, Koskalaka se afastou de seus companheiros seguindo a trilha deixada por um alce quando avistou uma tenda (tipi) iluminada por uma fogueira e percebeu que o aroma que saía da tenda era particularmente delicioso.
Curioso, mas com muita cautela, ele resolveu chegar mais perto e avistou uma linda mulher.
Ela percebeu sua presença e acenou para ele vindo em sua direção.
“Você deve estar muito cansado” ela disse. “Venha comigo. Eu tenho um bom fogo e um bom lugar para você descansar”.
Koskalaka nunca havia visto uma mulher tão bonita em toda sua vida. Sentiu-se extremamente tentado e por um momento, deu sinal de que a acompanharia. O desejo de segui-la era incontrolável!
Mas Koskalaka sabia exatamente quem ela era!
A Mulher Cervo estava ali, bem na sua frente!
Seus joelhos tremeram e um misto de desejo e medo pareciam se apoderar de seu coração.
Percebendo o receio do caçador, a linda mulher acrescentou, insinuante: “Você é forte e bonito. Eu estava esperando encontrar alguém exatamente como você!”
Nesse instante, quase cedendo aos encantos da misteriosa mulher, Koskalaka ouviu a voz de sua avó dizendo: “Poderá ser a mais difícil decisão da sua vida, mas você precisa fugir dela!”
Imediatamente Koskalaka juntou toda sua força de vontade e disse “Não. Eu não vou com você. Eu sei exatamente quem você é!”
O lindo rosto da Mulher Cervo se contorceu ao perceber que fora rejeitada e uma ventania inesperada, levantou as folhas do chão e sacudiu as árvores.
À frente de Koskalaka agora, havia um cervo furioso!
A tenda convidativa havia desaparecido.
O cervo partiu para o ataque, mas Koskalaka sacou seu arco e suas flechas revidando, o que fez com que o cervo fugisse, desaparecendo na mata.
O resto da caçada foi excelente e Koskalaka voltou para sua aldeia cheio de provisões. Com o tempo tornou-se um líder respeitado por sua sabedoria, calma e decisões acertadas.
Foi o respeito aos ensinamentos de sua avó que salvaram sua vida.
Talvez a Mulher Cervo não apareça aos viajantes solitários atualmente. Talvez ela tenha mudado sua tática. Os tempos são outros e as armadilhas também.
O respeito, porém, será sempre atual!
Não existe sociedade organizada sem que haja respeito.
Não me refiro aqui apenas ao respeito pelos mais velhos. Não existe questionamento sobre isso.
Mas é preciso ampliar gigantescamente essa noção de respeito. Precisamos começar respeitando a nós mesmos! Sermos íntegros, verdadeiros e conhecermos nossos limites.
Em seguida precisa haver o respeito por nossos semelhantes. Respeitar crenças, raças, costumes, enfim, todas as diferenças.
É preciso respeitar todas as formas de vida! Os animais, a natureza, o planeta!
Nunca é tarde demais para se demonstrar respeito.
Isso poderá garantir que você também seja respeitado/a.

Em breve virei recontar mais histórias como essa.

(com gratidão à Joseph M. Marshall III)

 

Profecia Nativo-Americana

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Exitem muitas profecias entre os povos nativo-americanos.
Uma delas é recorrente em diversas nações: Cree, Zuni, Cherokee, Lakota Sioux, Navajo-Hopi, entre outas.

“Haverá um tempo, quando a Terra estiver devastada e poluída, quando as florestas estiverem sendo destruídas, quando os pássaros caírem do céu, quando as águas estiverem escurecidas, os peixes envenenados, quando as árvores não mais existirem, a humanidade como conhecemos deixará de existir.
Haverá um tempo em que os ‘Guardiões da Lenda’, histórias, rituais, mitos e todos os costumes tribais serão necessários para restaurar a nossa saúde.
Esses guardiões serão chamados de os ‘Guerreiros do Arco-Iris…
Haverá um tempo de despertar quando todos os povos de todas as tribos formariam um ‘Novo Mundo’ de justiça, paz, liberdade e reconhecimento do Grande Espírito”. (Cree)

“No tempo do ‘Sétimo Fogo’, um novo tipo de pessoas surgirão. Eles refarão suas pegadas para encontrar a sabedoria que foi deixada de lado ha muito tempo atrás.
Seus passos os levarão aos anciãos, a quem pedirão orientação para guia-los nessa nova jornada.
Se esse novo povo permanecer firme e forte em sua busca, o tambor sagrado será ouvido novamente. Existirá um despertar das pessoas, e o fogo sagrado será aceso novamente”. (Hopi)

“Quandoa Terra estiver morrendo, uma nova tribo de todas as cores e credos se levantará. A tribo será chamada de “Guerreiros do Arco-Íris” e colocará sua fé em ações e não em palavras.” (Hopi)

“Os Gerreiros do Arco-Íris espalharão estas mensagens e ensinarão todas as pessoas da Terra ou Elohi. Eles ensinarão a viver o ‘Caminho do Grande Espírito’.
As tarefas destes guerreiros são grandes e muitas.
Nós somos parte da Terra e a Terra é parte de nós”. (Chefe Seatle)

“Existirão terríveis montanhas de ignorância para conquistar e esses guerreiros encontrarão preconceitos e ódio. Eles precisarão ser dedicados, inabaláveis em sua força e fortes de coração. Eles encontrarão corações e mentes voluntárias que os seguirão nesta estrada de retorno à Mãe Terra para a beleza e plenitude mais uma vez.
Quando mostramos respeito por outros seres viventes, eles respondem com respeito a nós”. (Arapaho)

“Quando o Tempo do Búfalo estiver para chegar, a terceira geração de crianças de olhos brancos deixará crescer os cabelos e começará a falar de Amor que trará a cura para todos os filhos da Terra. Estas crianças buscarão novas maneiras de compreender a si próprias e aos outros. Usarão penas, colares de contas e pintarão os rostos.
Buscarão os Anciãos de nossa raça vermelha para beber da fonte de sua Sabedoria. Estas crianças de olhos brancos servirão como sinal de que os nossos ancestrais estão retornando em corpos brancos por fora, mas vermelhos por dentro. Elas aprenderão a caminhar em equilíbrio na superfície da Mãe Terra e saberão levar novas idéias aos chefes brancos. Estas crianças também terão que passar por provas, como acontecia quando eram Ancestrais Vermelhos.”
(Sociedade Búfalo da Dimensão dos Sonhos).

Todas as profecias mencionam que quando a vida em nosso planeta estivesse ameaçada, um numero de pessoas cada vez maior surgiria, guiados e determinados a preservar a sabedoria dos povos nativos.
Seriam pessoas de todas as raças, de todos os credos, cores e costumes, que se empenhariam em resgatar os valores, os costumes esquecidos no tempo, mas que seriam fundamentais para recuperar a vida, reencontrar a harmonia e a paz através da consciência de que todas as raças constituem na verdade, uma só raça”.
Mitakuye Oyassin (somos todos parentes)

O Arco-Íris encarna a ideia de unidade de todas as cores.
Os Guerreiros do Arco-Íris encarnam a ideia de unidade de todas as raças.

Com certeza estamos vendo um número de pessoas cada vez maior, de coração ávido por um mundo melhor, trabalhando, cada uma à sua maneira, na esperança de aos poucos restabelecermos o amor e a sabedoria que estavam sendo perdidos no tempo.
Continuaremos sempre nessa incansável busca para podermos, de alguma forma, participar da confirmação dessa profecia.
Mais importante do que tudo, na minha opinião, será resgatarmos as qualidades de caráter desses povos.
Em breve estaremos falando um pouco sobre alguns dos valores que norteiam a vida desses sábios ancestrais.
Lourdes Azevedo

Quer um presente?

Olá,

Hoje eu gostaria de oferecer a você, meu leitor, um pequeno presente.
Como você já deve saber, sou apaixonada pela cultura dos povos nativos das Américas e vivo pesquisando e estudando tudo o que encontro a esse respeito.
Recentemente fiz um pequeno apanhado sobre as cores na visão dos povos nativos norte-americanos.

Se você, assim como eu se interessa pelo assunto, provavelmente gostará de conferir esse meu trabalho.

Para isso, basta enviar um e-mail para mlmazevedo@gmail.com e colocar “e-book” no campo assunto.
Não será preciso escrever nada.
Assim que seu e-mail aparecer na minha caixa de mensagens, estarei enviando o e-book pra você. Olha a carinha dele aí embaixo!

Depois, se você quiser, me conto o que achou, ok?

Grande abraço
Lourdes

capa ebook cores

 

Medicine Bag

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Medicine Bag
Medicine Pouch
Maí
(Bolsa de Medicina)

Para podermos falar um pouco sobre esse assunto, precisamos, antes de qualquer coisa, definir o que significa “medicina” neste contexto.
Para o homem branco, a palavra medicina remete a remédios, médicos, hospitais e semelhantes.
Já para os povos nativos, “medicina” é uma referência a tudo que envolve força espiritual, energia, mistérios ou poderes sobrenaturais.
Uma Medicine Bag (Bolsa de Medicina) é um item ancestral e sagrado que foi criada para que a representação da energia desejada pudesse estar sempre junto de seu portador, para representa-lo espiritualmente.
Nela costumam ser guardados objetos que transmitem essa energia e que tenham significado importante para o seu dono.

A essência desses objetos guardados na sua Bolsinha de Medicina, cria um campo de energia e essa energia o guiará, protegerá e o representará.

Ter uma Bolsinha de Medicina e usa-la perto do coração, fará uma conexão da energia dos objetos  com o seu Eu interior, com o seu Eu espiritual e estará lá para lembra-lo constantemente, de quem você realmente é.

É tradição dos povos nativo americanos, carregar consigo sua ‘medicine bag’ com itens que os aproximem do Grande Espírito, o Criador, com itens que os conectem com o seu animal de poder, seus guias ou aliados, com as energias da natureza.

É possível, inclusive, ter mais de uma Bolsinha de Medicina.
Se você trabalha com terapias, por exemplo, poderá ter uma dessas bolsinhas com algumas ervas que possam auxilia-lo em seus atendimentos, na formação de um Círculo Sagrado, num tratamento de cura.
Uma outra poderá lhe ajudar numa jornada de Busca de Visão, numa meditação.

Seria interessante que, após escolher os objetos que você deseja guardar dentro dela, você se sentasse calmamente e passasse cada um deles, pela fumaça produzida pela queima de ervas como a salvia ou o capim limão.
Muito importante que você trate cada objeto, como aquilo que eles realmente são: a representação de uma energia da natureza. Feito isso, você poderá coloca-los na sua bolsa de medicina.
Pense sobre cada um dos objetos que você guardou e o que eles significam pra você. Expresse seu agradecimento pela ajuda oferecida por eles e imagine uma troca de energia entre você e sua Bolsa de Medicina.
Deixe a energia vinda dela fluir sobre você e estabeleça uma conexão de gratidão com o Grande Espírito, o Criador.
Quando você terminar essa meditação, carregue sua Bolsa de Medicina sempre com você, de preferência pendurada ao pescoço ou fixada a um cinto. Os nativos acreditam que a energia produzida por ela será melhor aproveitada se a mesma estiver perto do seu corpo.
Se possível, durma com ela sob seu travesseiro.
De tempos em tempos você poderá sentir a necessidade de remover alguma coisa ou de adicionar um item novo à sua Bolsa de Medicina.

Pensamento da semana

“Os que dançam são considerados loucos por aqueles que não conseguem ouvir a música.”

Dreamcatcher Magia da Terra
Dreamcatcher
Magia da Terra

Dreamcatcher ou Filtro dos Sonhos
“Prize” – Ohiyapi na linguagem Dakota

Mais uma peça da loja Magia da Terra: www.elo7.com.br/magiadaterra

Totalmente artesanal, feito com cuidado e carinho, esse Dreamcatcher é composto por gravetos polidos e decorados com pintura, um filtro dos sonhos com 9 cm de diâmetro forrado com ráfia, penas naturais e contas coloridas.

Além de decorativa, a peça evoca a milenar tradição indígena de manter esse aliado em sua moradia e de presentear aqueles a quem se quer bem com esse poderoso objeto, para assegurar proteção, harmonia e bons sonhos.

Arte e Ancestralidade

Muitas vezes as pessoas que entram em contato comigo através da loja no Elo7, acabam puxando um ou outro assunto e, quando vemos, estamos trocando altas ideias por e-mail.

Isso me dá uma satisfação muito grande, porque adoro conhecer quem se interessa pelo meu trabalho.
Percebo que, assim como eu, algumas pessoas ficam curiosas para saber quem é a pessoa que está lá, do outro lado, ou quem idealiza e produz as peças artesanais expostas na galeria de imagens. Foi pensando nisso, que resolvi falar um pouco sobre mim.

Sou paulistana, separada e sem filhos, mas crio quatro cachorrinhos recolhidos da rua e amo cada um deles 😉

A ideia de fazer Filtro dos Sonhos, aconteceu sem querer, quando uma amiga, companheira de um curso sobre Espiritualidade Feminina (Feminino Essencial), me disse que gostaria de ter um e perguntou se eu fazia. Bem, até então eu não havia me arriscado a fazer nenhum deles, mas disse que iria pesquisar e que teria muito prazer em fazer um para ela.

Saí à cata de informações e logo produzi minha primeira peça que essa amiga tem pendurada na parede do quarto dela😉

Essa experiência reacendeu uma chama que sempre queimou dentro de mim…
Sou descendente de índios (Sioux) por parte de pai e sempre amei a cultura desse povo.  Em casa tenho arco e flechas, uma zarabatana, chocalhos (entre outras coisas) e um Filtro dos Sonhos que comprei em Nova York, feito por índios Sioux de uma reserva e simplesmente amo essa peça.

Bem, depois desse empurrãozinho da Nyara (minha amiga de curso), o resto veio muito naturalmente.
Eu já conhecia o trabalho do Elo7, então resolvi criar coragem e montar uma loja nesse espaço.
Contava com poucas peças naquela época (há mais de 4 anos), mas uma vontade enorme de desenvolver cada vez mais meu trabalho.
Estudo e sempre estudei muito a cultura dos povos nativos norte-americanos e sul-americanos também, claro, e sempre aprendo muito com eles.
Desse conhecimento, busco elementos que completem de maneira mais significativa cada uma das minhas peças e na medida do possível, escolho nomes indígenas para  elas. Aliás, essa é uma grande paixão também, conhecer melhor essa linguagem singular. Mas já estou correndo atrás disso 😉

Atualmente estou morando em Campinas, interior de São Paulo, mas devo voltar para a capital em breve.
Aqui tenho meu próprio espaço e montei meu ateliê, simples, mas com um astral maravilhoso!!!

Trabalho vendo meus cachorros brincarem no quintal, ouvindo música inspiradora, sentindo o aroma delicioso de um incenso e curtindo cada etapa da confecção das peças.

Tenho muitos sonhos, evidente, e corro atrás de todos eles.

Por diversas vezes recebo um retorno de meus clientes, mencionando a energia boa que sentiram ao adquirirem meus trabalhos e isso me deixa completamente realizada.
Trabalho com amor, com muito carinho e respeito, não só pelo cliente, mas também pelas tradições de meus ancestrais.

Espero que você que vem me visitar, se sinta mais em casa agora, conversando com uma amiga que estará sempre disposta a lhe ouvir e atender.

Lourdes Azevedo
www.elo7.com.br/magiadaterra
magiadaterra@rocketmail.com

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