Quer um presente?

Olá,

Hoje eu gostaria de oferecer a você, meu leitor, um pequeno presente.
Como você já deve saber, sou apaixonada pela cultura dos povos nativos das Américas e vivo pesquisando e estudando tudo o que encontro a esse respeito.
Recentemente fiz um pequeno apanhado sobre as cores na visão dos povos nativos norte-americanos.

Se você, assim como eu se interessa pelo assunto, provavelmente gostará de conferir esse meu trabalho.

Para isso, basta enviar um e-mail para mlmazevedo@gmail.com e colocar “e-book” no campo assunto.
Não será preciso escrever nada.
Assim que seu e-mail aparecer na minha caixa de mensagens, estarei enviando o e-book pra você. Olha a carinha dele aí embaixo!

Depois, se você quiser, me conto o que achou, ok?

Grande abraço
Lourdes

capa ebook cores

 

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Medicine Bag

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Medicine Bag
Medicine Pouch
Maí
(Bolsa de Medicina)

Para podermos falar um pouco sobre esse assunto, precisamos, antes de qualquer coisa, definir o que significa “medicina” neste contexto.
Para o homem branco, a palavra medicina remete a remédios, médicos, hospitais e semelhantes.
Já para os povos nativos, “medicina” é uma referência a tudo que envolve força espiritual, energia, mistérios ou poderes sobrenaturais.
Uma Medicine Bag (Bolsa de Medicina) é um item ancestral e sagrado que foi criada para que a representação da energia desejada pudesse estar sempre junto de seu portador, para representa-lo espiritualmente.
Nela costumam ser guardados objetos que transmitem essa energia e que tenham significado importante para o seu dono.

A essência desses objetos guardados na sua Bolsinha de Medicina, cria um campo de energia e essa energia o guiará, protegerá e o representará.

Ter uma Bolsinha de Medicina e usa-la perto do coração, fará uma conexão da energia dos objetos  com o seu Eu interior, com o seu Eu espiritual e estará lá para lembra-lo constantemente, de quem você realmente é.

É tradição dos povos nativo americanos, carregar consigo sua ‘medicine bag’ com itens que os aproximem do Grande Espírito, o Criador, com itens que os conectem com o seu animal de poder, seus guias ou aliados, com as energias da natureza.

É possível, inclusive, ter mais de uma Bolsinha de Medicina.
Se você trabalha com terapias, por exemplo, poderá ter uma dessas bolsinhas com algumas ervas que possam auxilia-lo em seus atendimentos, na formação de um Círculo Sagrado, num tratamento de cura.
Uma outra poderá lhe ajudar numa jornada de Busca de Visão, numa meditação.

Seria interessante que, após escolher os objetos que você deseja guardar dentro dela, você se sentasse calmamente e passasse cada um deles, pela fumaça produzida pela queima de ervas como a salvia ou o capim limão.
Muito importante que você trate cada objeto, como aquilo que eles realmente são: a representação de uma energia da natureza. Feito isso, você poderá coloca-los na sua bolsa de medicina.
Pense sobre cada um dos objetos que você guardou e o que eles significam pra você. Expresse seu agradecimento pela ajuda oferecida por eles e imagine uma troca de energia entre você e sua Bolsa de Medicina.
Deixe a energia vinda dela fluir sobre você e estabeleça uma conexão de gratidão com o Grande Espírito, o Criador.
Quando você terminar essa meditação, carregue sua Bolsa de Medicina sempre com você, de preferência pendurada ao pescoço ou fixada a um cinto. Os nativos acreditam que a energia produzida por ela será melhor aproveitada se a mesma estiver perto do seu corpo.
Se possível, durma com ela sob seu travesseiro.
De tempos em tempos você poderá sentir a necessidade de remover alguma coisa ou de adicionar um item novo à sua Bolsa de Medicina.

Coruja

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A coruja é uma ave que desperta uma série de opiniões contraditórias.
Há aqueles que a consideram uma ave de mau agouro, talvez em função dos sons soturnos que ela emite.
Outros a vêm como símbolo de sabedoria, talvez em função de seus grandes olhos que parecem estar sempre prestando muita atenção.
Os nativos costumam chama-la de “Águia da Noite” e a relacionam com a direção Leste da Roda de Cura, a direção da iluminação.

A coruja tem algumas características bem marcantes. É uma ave que caça à noite, quando sua visão é ainda mais aguçada. Sua fantástica audição é considerada uma das mais sensíveis dentre todas as aves do mundo. Some-se a isso, o fato de que ela consegue voar quase sem produzir nenhum ruído. Essas vantagens certamente permitem que suas caçadas por alimento sejam, via de regra, muito bem sucedidas.
Diz-se também, que a coruja consegue ver o que outras aves não conseguem e isso caracteriza muito bem as pessoas do “Clã da Coruja”, aquelas  que têm nessa ave, uma grande aliada. As pessoas do Clã da Coruja percebem com facilidade a verdadeira intenção por trás das palavras ou ações dos outros. São pessoas difíceis de enganar e que não se iludem facilmente. Conseguem perceber claramente a verdadeira aparência por traz das máscaras.

As corujas fazem uma ponte, uma ligação, entre o mundo da escuridão e o mundo da luz, do claro, do aparente. Ela é considerada a mensageira da noite. Costuma-se dizer que se uma coruja se aproximar de você, pode significar que está na hora de enfrentar seus medos, de estudar uma situação com mais profundidade para se resolver um aparente mistério. Pode significar ainda que está na hora de deixar ir embora alguma coisa na sua vida que já não lhe serve mais.
Seus grandes olhos nos recomendam a prestar mais atenção nos acontecimentos e desenvolver melhor nossa capacidade de discernimento. Nos recomendam colocar um olhar mais profundo em todas as situações para desvendarmos seus mistérios.
A coruja é a sabedoria antiga, ancestral, que devemos buscar para nossas vidas.

Cavalo

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Basta observarmos um cavalo galopando livre no campo, para descobrirmos um de seus maiores atributos: O Poder.
Nada parece capaz de detê-lo!
Ele é um animal imponente, forte, incrivelmente bonito e elegante.
Para os nativos o cavalo representa exatamente isso: Poder. Poder no mundo físico e no mundo espiritual.
Vamos parar um minuto e pensar o quanto nosso mundo mudou desde que o homem resolveu montar no dorso de um cavalo para encurtar o tempo de suas viagens de uma localidade à outra, para ajuda-lo a carregar suprimentos, pertences e até a família.
Devemos muito de nosso progresso à esse maravilhoso animal.  Até hoje, quando falamos em poder, potência de um motor por exemplo, usamos a expressão “cavalos de força”.

Um cavalo selvagem é um espírito livre – um misto de força e sabedoria.
Sim, o poder  só será poder realmente, se ele estiver embasado na sabedoria. Qualquer outra manifestação de poder sem essa sabedoria, será apenas força, tirania e não ‘poder’.
Para os nativos, a sabedoria é algo a ser compartilhada o que confere ainda mais poder a quem assim o faz.
O espírito livre do cavalo nos transmite diversas lições. Nos orienta a nos livrar das amarras que muitas vezes nós mesmos criamos e a ‘montar num cavalo’ para galgar novos caminhos.
Velocidade, força, graça, gentileza e tolerância são características desse animal que nos ensina a, igualmente, corrermos com nosso espírito livre, sermos fortes para defendermos nossos ideais, graciosos e pacientes para com aqueles que nos cercam.
O cavalo nos lembra de nosso poder interior e nos dá coragem para seguir adiante, para fortalecermos nossa ligação com o Grande Espírito, o Criador.
Suas costas e pernas fortes nos orientam a permanecermos sólidos em nosso caminho espiritual e a carregarmos nossos fardos coim dignidade, lembrando sempre que o verdadeiro poder é a sabedoria, o equilíbrio e que para alcança-la precisamos manter viva em nossa mente, cada uma das lições que aprendemos durante nossa jornada aqui na Terra.
Se você está se sentindo subjugado por alguém ou percebeu que está oprimindo outra pessoa, busque a energia do cavalo para reequilibrar suas forças e construa seu Escudo de Poder.
O importante é manter a unidade, o sentimento de família, entender que para que haja um mundo melhor, precisamos ser pessoas melhores.

Tartaruga

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O que nos vem à mente quando pensamos na tartaruga?
É  um animal interessante que carrega a própria casa nas costas, se move lentamente em terra, rapidamente no mar, que vive muito, que é resistente, entre outras coisas, certo?
A tartaruga está associada à paciência, à perseverança, à tenacidade, à resistência.

Na visão dos povos nativos ela é a personificação da Mãe Terra, da energia feminina.
Assim como a tartaruga se protege de agressões externas com sua dura couraça, a Mãe Terra se protege das agressões que lhe causamos, através de severas mudanças climáticas, de abalos sísmicos, de atividades vulcânicas, de tantas outras formas de desastres naturais que conhecemos. Assim a Terra se renova, se purifica e sobrevive, como a tartaruga.

Um grande ensinamento que a tartaruga também nos apresenta, é a importância de termos foco, de termos paciência para conseguirmos chegar onde desejamos.
Ela nos ensina a mantermos a calma em todas as situações da vida, prestando atenção aos detalhes do nosso caminho para aprendermos mais, sempre.
Observando a tartaruga aprendemos também a respeitar nossos limites e os limites dos outros, a entender  que cada um tem seu tempo, que cada um tem suas habilidades e que não devemos esperar que todos reajam da mesma forma, que todos tenham as mesmas opiniões, que todos façam as mesmas coisas.
Auto-estima, confiança em si mesmo, também são qualidades que ela nos mostra com sua maneira simples de ser.

A energia feminina da tartaruga está presente na ‘Lenda das 13 Matriarcas’, um conselho de mulheres nativas chamado de “A casa da tartaruga” que associava o calendário lunar
de 13 ciclos, aos 13 segmentos que formam o casco da tartaruga.
Essa irmandade de mulheres visava a cura da Terra à partir da cura pessoal.
E mais uma vez através da tartaruga somos advertidos a buscar a conexão com nosso ‘eu’ interior, a desenvolver nossa espiritualidade, a buscarmos novas idéias e novos caminhos, a fluir com naturalidade de uma situação à outra, assim como ela flui entre a terra e o mar.

Acessando seu Animal de Poder

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Já há algumas semanas tenho falado sobre as características marcantes de alguns animais (e vem muita coisa por aí), destacando a visão, a sabedoria indígena a respeito de cada um deles.
Temos visto como a energia curadora dessas maravilhosas criaturas pode nos ajudar a encontrar nosso equilíbrio, nossa força interior, a melhorar nossa vida em diversos aspectos, a nos aproximar do Criador.
Muita sabedoria reside no comportamento e na força curadora de cada um deles!
Mas aí surge uma pergunta importante: Como acessar essa energia? Como descobrir qual é meu aliado (ou quais são), meu animal de poder?
Esse caminho, esse encontro, não é tão difícil como parece mas requer uma série de cuidados, por assim dizer.
Sabemos e concordamos, que uma ‘jornada’, uma meditação conduzida por um xamã ou por uma pessoa preparada e versada no assunto, seria a maneira mais simples para se conseguir resultados. Sabemos, porém, que nem todos os buscadores têm essa possibilidade.
O advento internet aliado à pessoas que se dispõem a dividir seus conhecimentos, também pode ser de grande ajuda, apesar de que, particularmente, não acho que uma jornada conduzida pela internet seja muito eficaz. Cada pessoa tem seu tempo…
Mas você poderá perguntar se é possível alcançar esse objetivo sozinho e eu lhe direi que sim, é perfeitamente possível.
Essa força curadora está atrás de você, assim como você está atrás dela!
Vou mencionar, a seguir, algumas dicas que certamente lhe ajudarão a alcançar esse objetivo. Pense nelas e se preferir, adapte-as ao que diz seu coração.

Um dos primeiros passos nessa jornada, será manter o coração receptivo – Cultive o desejo sincero de encontrar seus aliados. Um  coração empedernido, vacilante, desconfiado, jamais conseguirá acessar essa energia. Cultive com muito amor esse desejo!

Tenha uma mente focada, humilde e respeitosa – Alimente em seu cérebro a ideia de que você conseguirá alcançar seu intento. Demonstre respeito, valorize a importância que cada animal tem na sua vida. Procure conhece-los, ler sobre eles, aprenda. Se puder ter o privilégio de observa-los em seus habitats, melhor ainda.
Pense nessa energia diversas vezes por dia. Faça orações ao Grande Espírito pedindo que o ajude a encontrar esses aliados.

Quando se sentir preparado (e isso acontece naturalmente),  reserve um tempo para sua jornada de busca.
Procure sentar-se num local tranquilo (que pode perfeitamente ser dentro de sua casa), um local no qual você possa relaxar, onde você não seja interrompido por nada ou por ninguém.
Uma boa música relaxante, como sons da natureza, também poderá ser de grande ajuda.
Se quiser, acenda um incenso de sua preferência, enfim, utilize todos os recursos ao seu alcance para tornar esse momento único!
Relaxe, faça uma oração ao Criador pedindo que ele ilumine sua jornada e que lhe ajude a discernir suas visões.
Quando estiver preparado, tente se imaginar sentado na clareira de uma floresta exuberante. Sinta tudo ao seu redor. Com o coração sincero, chame pelo seu animal de poder. Diga-lhe o quando você deseja encontra-lo.
Observe calmamente cada detalhe dessa clareira. É fantástico como vamos conseguindo ‘enxergar’ cada folha, os insetos, o movimento do vento. Espere pacientemente.
Quando menos esperar, você poderá notar um par de olhos lhe observando ou um vulto passando perto de você. Continue focado!
Ganhe a confiança dessa criatura, repetindo mentalmente o quão feliz você se sentiria ao conhece-lo.
Fique atento! Não raro, ele se deixará conhecer.

Muitas vezes essas jornadas não são tão bem sucedidas porque o buscador insiste em encontrar um determinado animal de sua preferência. Não faça isso. Deixe que tudo flua naturalmente.
Se for preciso, repita essa jornada em outra ocasião, até que seu aliado se sinta seguro o suficiente para vir ao seu encontro.
O encontro é sempre muito emocionante! Fale com ele, expresse sua gratidão, demonstre sua alegria.
Lembre-se: Não existe um animal melhor do que o outro. O que existe é o animal certo!

Que sua jornada seja linda, abençoada pelo  Grande Espírito e que lhe ajude a trilhar um excelente caminho na estrada vermelha da vida.
Ahow!
Lourdes Azevedo

Corvo

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Essa criaturinha chama nossa atenção por várias razões.
Primeiro é tão inteligente que alguns estudiosos o comparam aos chipanzés e aos golfinhos. Conseguem imitar a voz humana e diversos tipos de sons, até mesmo de outros animais. Possuem uma linguagem corporal incrível e apontam com o bico uma direção a seguir, um objeto a prestar atenção ou uma situação de perigo.
Não é à toa que fazem parte de muitos mitos em diversas culturas.
Essa é uma ave muito especial na cultura indígena também. Basta dizer que o Corvo é considerado o mensageiro das preces de curas dos Xamãs, ao Grande Espírito (O Criador).
Ele é considerado o portador da magia, portanto será um forte aliado quando lidarmos com a mesma.
Ele é o guardião da Magia Cerimonial e está sempre presente em qualquer roda de cura.
Sua cor, o preto, é a cor do vazio e na cultura indígena o vazio é denominado “Grande Mistério”, de onde o Grande Espírito (o Criador) é oriundo. O preto tão puco, tem qualquer conotação maligna na cultura indígena.

O Corvo nos fala de respeitar e honrar nossos ancestrais, nos fala de comportamento ético, de compromisso com a verdade.
Pessoas que têm o Corvo como aliado, são geralmente rápidas, inteligentes, sagazes, observadoras, místicas por natureza, éticas, justas, idealistas, muito intuitivas e curiosas.

(Lourdes Azevedo)