As cores e os Povos Nativos

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As cores na vida dos povos
nativos norte-americanos

Quando o criador de todas as coisas “Wakan Tanka”– Grande Espírito – Deus, concebeu nosso planeta, a “Mãe Terra” e tudo o que nele habita, Ele deixou evidente o valor das cores em suas mais diversas e incríveis variações.
Um lindo céu azul que nos envolve, os diversos tons de verde que compõem a vegetação, as fascinantes cores das flores, frutas, aves, animais, enfim, tudo desfila uma gama infindável de cores que provocam as mais diversas reações na criatura humana.
Essas reações vão do puro deleite à cura de emoções e enfermidades que, comprovadamente, levam ao equilíbrio que todos nós almejamos.
A cromoterapia, por exemplo, é um vasto campo de estudos e que tem se mostrado eficaz no tratamento de diversos desequilíbrios da nossa espécie, com o uso apropriado das cores.

As cores se tornaram instrumentos de expressão de todos os povos. Símbolos e suas cores são criados para representar nações, sentimentos, divindades, desde os primórdios de nossa existência.

Com os povos nativos essa expressão não é diferente.
Basta observar a profusão de cores em suas indumentárias cerimoniais, seus instrumentos ritualísticos, suas tendas e até mesmo a pintura que fazem em seus rotos.

Precisamos ter em mente, porém, que o significado das cores para os nativos norte-americanos varia bastante de tribo para tribo e a quantidade de tribos existentes na América do Norte é bastante grande.

Mas é possível identificarmos os significados de algumas cores que se repetem entre eles.
Vale dizer ainda, que as cores podem mudar de significado de acordo com o propósito de quem as usa.

Vamos começar falando um pouco de um dos mais importantes símbolos  desses povos que é a “Medicine Wheel” ou “Roda de Medicina” ou “Roda de Cura”.
A Roda de Cura é o símbolo da vida, um círculo infinito, sem começo ou fim.

Para muitas nações esse símbolo pode representar o Sol, a Lua, a Terra, as Estrelas, bem como alguns conceitos da vida como a continuidade, a consciência, energia, etc.
Para os nativos o conceito de círculo é fundamental e baseia-se em pura observação da natureza: o movimento circular do sol e da lua, das estações do ano, o formato dos ninhos dos pássaros, o movimento dos ventos, etc.

Dividindo esse círculo, temos duas linhas que se cruzam no meio do mesmo, resultando em quatro partes iguais. Essas partes podem representar:
– as 4 direções (pontos cardeais)-Leste, Sul, Oeste e Norte
– as 4 estações do ano – Primavera, Verão, Outono e Inverno
– os 4 estágios da vida – Nascimento, Juventude, Fase Adulta e Morte
– os 4 elementos – Terra, Fogo, Água e Ar
– as 4 raças humanas – Vermelha, Amarela, Preta e Branca
e assim por diante.

As cores usadas para representar cada um desses segmentos da Roda de Cura, também têm uma pequena variação.Talvez a mais conhecida seja a que divide o círculo em Preto, Branco, Amarelo e Vermelho.

1 – Amarelo

Para os nativos, o Leste é Amarelo.
O Leste é a direção na qual nasce o sol. As primeiras luzes do amanhecer acontecem no leste.
O leste é também o começo do entendimento, porque a luz nos ajuda a enxergar as coisas como elas realmente são. Num nível mais profundo, o leste representa iluminação, inspiração, a capacidade de superarmos desafios.
Portanto, o amarelo é a cor da iluminação, da inspiração, do crescimento, do emocional, do amor incondicional.

Nas pinturas de rosto, o amarelo significa determinação e nas pinturas de guerra ele representa a disposição do guerreiro de lutar até a morte.

Nos adornos de objetos sagrados como o “Talking Stick” (Bastão que Fala) ou o “Prayer Stick” (Bastão de Orações), o amarelo denota conhecimento, sabedoria e coragem.
Na pintura de “Totem Poles” (imagens esculpidas no tronco de árvores), muito comum entre os povos nativos na costa do Pacífico dos Estados Unidos, o amarelo é o símbolo do sol e representa luz e felicidade.

2- Vermelho

O vermelho representa a direção Sul da Roda de Cura.
É no Sul que o sol atinge seu ápice e essa direção representa o calor e o crescimento. Os raios do sol estão mais poderosos nesse ponto do céu e promovem a vida na terra. Diz-se que a vida de todas as coisas provém do sul.
Numa visão geral, o vermelho representa a fé, a comunicação.
Interessante notar que para os Navajos, a cor que representa o sul é o azul.
Já para um dos maiores xamãs Sioux, “Black Elk” (Alce Negro), o sul é amarelo.
Nas pinturas de rosto, o vermelho significa fé, beleza, felicidade e nas pinturas de guerra ele simboliza o sangue, a violência e a energia.
Nos adornos de objetos sagrados, o vermelho simboliza vida, fé e felicidade e nas pinturas dos totens, volta a significar sangue, guerra e bravura.

3- Preto

O preto simboliza o Oeste, onde o sol se põe e o dia termina. Por essa razão o Oeste simboliza a maturidade, o fim da vida, a transformação, a introspecção, o autoconhecimento.
O grande “Thunderbird” (Pássaro Trovão) vive no Oeste e de lá envia trovões e chuva para a terra. Por essa razão o Oeste é também a fonte da água – chuva, rios, lagos, oceanos.
O preto que representa essa direção sugere o silêncio, o examinar a si mesmo.
Nas pinturas de rosto o preto simboliza a vitória e o sucesso, diferente das pinturas de guerra em que o preto simboliza agressividade, força e poder.  O preto avisa que o guerreiro que usa essa cor como pintura é muito poderoso e já provou isso em batalhas anteriores.
Nos enfeites, pinturas e adornos de objetos sagrados, o preto representa a clareza, o foco, o sucesso e a vitória.
Já nos totens o preto volta a representar força e poder.

4 – Branco

O Norte é representado pelo branco. O Norte traz o frio, os ventos cortantes do inverno. Esses ventos são purificadores. Fazem com que as folhas antigas caiam das árvores e que a terra descanse sob um grande cobertor de neve.
O Norte representa os desafios que as pessoas precisam enfrentar durante a vida e a limpeza à qual precisam se submeter.
O Branco aqui representa a sabedoria dos mais velhos, a paciência, perseverança e o ato de compartilhar.
Nas pinturas de rosto o branco simboliza a pureza, a luz e nas pinturas de guerra simboliza o luto.
Como adorno, o branco é usado para representar o espírito, a luz, a pureza e nas pinturas de totens ele representa a paz, a pureza e a morte.

Ainda sobre as direções sagradas da Roda de Cura e suas cores, é interessante mencionar que quando o povo Lakota ora com seus cachimbos sagrados, eles incluem mais duas direções a essa Roda:

O Céu e a Terra.

O Céu, o Grande Espírito Wakan Tanka, comanda todas as coisas lá de cima, como uma águia que patrulha o firmamento. Para representar essa direção o Azul foi escolhido.
O Azul simboliza ainda a sabedoria, a sinceridade, a intuição nas pinturas de rosto e a confiança nas pinturas de guerra. Como adorno de objetos sagrados, o azul representa a oração, a intuição e na pintura de totens representa os oceanos, rios, lagos e o céu.

A Terra é a sexta direção, nossa Mãe de quem recebemos nutrição e que mantém a nossa vida.
A cor usada para representa-la é o Verde, a cor de todas as coisas que crescem no solo sagrado da grande mãe.
Nas pinturas de rosto o verde simboliza a natureza, a harmonia, a cura. Já nas pinturas de guerra, representa a persistência e determinação.
Nos totens a cor representa as colinas, montanhas, a natureza.

Gostaria de adicionar ainda, mais uma cor:

Roxo:
Essa cor não é usada nas pinturas de rosto ou pinturas de guerra. Ela é considerada uma cor sagrada que simboliza mistério, poder e magia. Ela é usada para adornar objetos sagrados e nos totens pode representar também, montanhas muito distantes.

Conhecer um pouco sobre as cores que os povos nativo-americanos usam como representação, nos ajuda a identificar suas intenções e sentimentos, ampliando nossa capacidade de percepção dessa rica e maravilhosa cultura.

 

 

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Quer um presente?

Olá,

Hoje eu gostaria de oferecer a você, meu leitor, um pequeno presente.
Como você já deve saber, sou apaixonada pela cultura dos povos nativos das Américas e vivo pesquisando e estudando tudo o que encontro a esse respeito.
Recentemente fiz um pequeno apanhado sobre as cores na visão dos povos nativos norte-americanos.

Se você, assim como eu se interessa pelo assunto, provavelmente gostará de conferir esse meu trabalho.

Para isso, basta enviar um e-mail para mlmazevedo@gmail.com e colocar “e-book” no campo assunto.
Não será preciso escrever nada.
Assim que seu e-mail aparecer na minha caixa de mensagens, estarei enviando o e-book pra você. Olha a carinha dele aí embaixo!

Depois, se você quiser, me conto o que achou, ok?

Grande abraço
Lourdes

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Medicine Bag

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Medicine Bag
Medicine Pouch
Maí
(Bolsa de Medicina)

Para podermos falar um pouco sobre esse assunto, precisamos, antes de qualquer coisa, definir o que significa “medicina” neste contexto.
Para o homem branco, a palavra medicina remete a remédios, médicos, hospitais e semelhantes.
Já para os povos nativos, “medicina” é uma referência a tudo que envolve força espiritual, energia, mistérios ou poderes sobrenaturais.
Uma Medicine Bag (Bolsa de Medicina) é um item ancestral e sagrado que foi criada para que a representação da energia desejada pudesse estar sempre junto de seu portador, para representa-lo espiritualmente.
Nela costumam ser guardados objetos que transmitem essa energia e que tenham significado importante para o seu dono.

A essência desses objetos guardados na sua Bolsinha de Medicina, cria um campo de energia e essa energia o guiará, protegerá e o representará.

Ter uma Bolsinha de Medicina e usa-la perto do coração, fará uma conexão da energia dos objetos  com o seu Eu interior, com o seu Eu espiritual e estará lá para lembra-lo constantemente, de quem você realmente é.

É tradição dos povos nativo americanos, carregar consigo sua ‘medicine bag’ com itens que os aproximem do Grande Espírito, o Criador, com itens que os conectem com o seu animal de poder, seus guias ou aliados, com as energias da natureza.

É possível, inclusive, ter mais de uma Bolsinha de Medicina.
Se você trabalha com terapias, por exemplo, poderá ter uma dessas bolsinhas com algumas ervas que possam auxilia-lo em seus atendimentos, na formação de um Círculo Sagrado, num tratamento de cura.
Uma outra poderá lhe ajudar numa jornada de Busca de Visão, numa meditação.

Seria interessante que, após escolher os objetos que você deseja guardar dentro dela, você se sentasse calmamente e passasse cada um deles, pela fumaça produzida pela queima de ervas como a salvia ou o capim limão.
Muito importante que você trate cada objeto, como aquilo que eles realmente são: a representação de uma energia da natureza. Feito isso, você poderá coloca-los na sua bolsa de medicina.
Pense sobre cada um dos objetos que você guardou e o que eles significam pra você. Expresse seu agradecimento pela ajuda oferecida por eles e imagine uma troca de energia entre você e sua Bolsa de Medicina.
Deixe a energia vinda dela fluir sobre você e estabeleça uma conexão de gratidão com o Grande Espírito, o Criador.
Quando você terminar essa meditação, carregue sua Bolsa de Medicina sempre com você, de preferência pendurada ao pescoço ou fixada a um cinto. Os nativos acreditam que a energia produzida por ela será melhor aproveitada se a mesma estiver perto do seu corpo.
Se possível, durma com ela sob seu travesseiro.
De tempos em tempos você poderá sentir a necessidade de remover alguma coisa ou de adicionar um item novo à sua Bolsa de Medicina.

Cachorro

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Dizer que o cachorro é o melhor amigo do homem, seria no mínimo redundante.
A verdade é que desde o tempo em que os índios viviam em paz no território americano, esses animais estavam sempre por perto.
É claro que naquele tempo eles não eram domesticados como os de hoje em dia, mas sempre houve um relacionamento próximo, de lealdade entre eles.
Os cachorros ajudavam os índios a caçar e eram excelentes vigias de seus acampamentos, dando alarme sempre que um fator de perigo se mostrava iminente.
Eram também uma preciosa fonte de calor que ajudava o povo nativo a enfrentar os rigores do inverno.
O cachorro parece saber ler nossos pensamentos, nossas emoções e está sempre apostos aos nossos comandos.
Não é sem motivos que ele se transformou em símbolo de fidelidade e companheirismo.
Um amor incondicional ao seu dono, que sabe entender perfeitamente nossos altos e baixos, nossas mudanças de humor e comportamento. Sabe superar nossas oscilações emocionais e está sempre disposto a nos perdoar e demonstrar seu amor e cuidado.
Existe uma grande sabedoria no comportamento desse animal e por isso associamos a energia mágica do cachorro à tomada de decisões. Sim, essa energia é de grande ajuda quando precisarmos enxergar com clareza uma determinada situação e decidirmos que caminho seguir.
O cachorro também nos alerta a sempre verificarmos se estamos sendo fiéis não apenas aos os outros, mas também a nós mesmos. Será que, no afã de agradarmos todo muindo, da necessidade de sermos aceitos em nosso meio, estamos nos afastando no nosso verdadeiro “eu”?
Estamos traindo nossos sonhos, nossos sentimentos, nossos propósitos?
Estamos traindo nossa própria confiança?
Até onde somos fiéis às nossas crenças, aos nossos valores?
Será que estamos nos deixando levar pela opinião alheia, pelo nosso comodismo?
Ou ainda, será que estamos traindo a confiança de alguém que realmente nos quer bem?
A energia mágica do cachorro, sua medicina, poderá nos ajudar a recuperar a lealdade em nossos relacionamentos, a a lealdade para conosco e ainda, a lealdade para com o todo, para com o bem maior.

 

Coruja

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A coruja é uma ave que desperta uma série de opiniões contraditórias.
Há aqueles que a consideram uma ave de mau agouro, talvez em função dos sons soturnos que ela emite.
Outros a vêm como símbolo de sabedoria, talvez em função de seus grandes olhos que parecem estar sempre prestando muita atenção.
Os nativos costumam chama-la de “Águia da Noite” e a relacionam com a direção Leste da Roda de Cura, a direção da iluminação.

A coruja tem algumas características bem marcantes. É uma ave que caça à noite, quando sua visão é ainda mais aguçada. Sua fantástica audição é considerada uma das mais sensíveis dentre todas as aves do mundo. Some-se a isso, o fato de que ela consegue voar quase sem produzir nenhum ruído. Essas vantagens certamente permitem que suas caçadas por alimento sejam, via de regra, muito bem sucedidas.
Diz-se também, que a coruja consegue ver o que outras aves não conseguem e isso caracteriza muito bem as pessoas do “Clã da Coruja”, aquelas  que têm nessa ave, uma grande aliada. As pessoas do Clã da Coruja percebem com facilidade a verdadeira intenção por trás das palavras ou ações dos outros. São pessoas difíceis de enganar e que não se iludem facilmente. Conseguem perceber claramente a verdadeira aparência por traz das máscaras.

As corujas fazem uma ponte, uma ligação, entre o mundo da escuridão e o mundo da luz, do claro, do aparente. Ela é considerada a mensageira da noite. Costuma-se dizer que se uma coruja se aproximar de você, pode significar que está na hora de enfrentar seus medos, de estudar uma situação com mais profundidade para se resolver um aparente mistério. Pode significar ainda que está na hora de deixar ir embora alguma coisa na sua vida que já não lhe serve mais.
Seus grandes olhos nos recomendam a prestar mais atenção nos acontecimentos e desenvolver melhor nossa capacidade de discernimento. Nos recomendam colocar um olhar mais profundo em todas as situações para desvendarmos seus mistérios.
A coruja é a sabedoria antiga, ancestral, que devemos buscar para nossas vidas.

Cavalo

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Basta observarmos um cavalo galopando livre no campo, para descobrirmos um de seus maiores atributos: O Poder.
Nada parece capaz de detê-lo!
Ele é um animal imponente, forte, incrivelmente bonito e elegante.
Para os nativos o cavalo representa exatamente isso: Poder. Poder no mundo físico e no mundo espiritual.
Vamos parar um minuto e pensar o quanto nosso mundo mudou desde que o homem resolveu montar no dorso de um cavalo para encurtar o tempo de suas viagens de uma localidade à outra, para ajuda-lo a carregar suprimentos, pertences e até a família.
Devemos muito de nosso progresso à esse maravilhoso animal.  Até hoje, quando falamos em poder, potência de um motor por exemplo, usamos a expressão “cavalos de força”.

Um cavalo selvagem é um espírito livre – um misto de força e sabedoria.
Sim, o poder  só será poder realmente, se ele estiver embasado na sabedoria. Qualquer outra manifestação de poder sem essa sabedoria, será apenas força, tirania e não ‘poder’.
Para os nativos, a sabedoria é algo a ser compartilhada o que confere ainda mais poder a quem assim o faz.
O espírito livre do cavalo nos transmite diversas lições. Nos orienta a nos livrar das amarras que muitas vezes nós mesmos criamos e a ‘montar num cavalo’ para galgar novos caminhos.
Velocidade, força, graça, gentileza e tolerância são características desse animal que nos ensina a, igualmente, corrermos com nosso espírito livre, sermos fortes para defendermos nossos ideais, graciosos e pacientes para com aqueles que nos cercam.
O cavalo nos lembra de nosso poder interior e nos dá coragem para seguir adiante, para fortalecermos nossa ligação com o Grande Espírito, o Criador.
Suas costas e pernas fortes nos orientam a permanecermos sólidos em nosso caminho espiritual e a carregarmos nossos fardos coim dignidade, lembrando sempre que o verdadeiro poder é a sabedoria, o equilíbrio e que para alcança-la precisamos manter viva em nossa mente, cada uma das lições que aprendemos durante nossa jornada aqui na Terra.
Se você está se sentindo subjugado por alguém ou percebeu que está oprimindo outra pessoa, busque a energia do cavalo para reequilibrar suas forças e construa seu Escudo de Poder.
O importante é manter a unidade, o sentimento de família, entender que para que haja um mundo melhor, precisamos ser pessoas melhores.

Tartaruga

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O que nos vem à mente quando pensamos na tartaruga?
É  um animal interessante que carrega a própria casa nas costas, se move lentamente em terra, rapidamente no mar, que vive muito, que é resistente, entre outras coisas, certo?
A tartaruga está associada à paciência, à perseverança, à tenacidade, à resistência.

Na visão dos povos nativos ela é a personificação da Mãe Terra, da energia feminina.
Assim como a tartaruga se protege de agressões externas com sua dura couraça, a Mãe Terra se protege das agressões que lhe causamos, através de severas mudanças climáticas, de abalos sísmicos, de atividades vulcânicas, de tantas outras formas de desastres naturais que conhecemos. Assim a Terra se renova, se purifica e sobrevive, como a tartaruga.

Um grande ensinamento que a tartaruga também nos apresenta, é a importância de termos foco, de termos paciência para conseguirmos chegar onde desejamos.
Ela nos ensina a mantermos a calma em todas as situações da vida, prestando atenção aos detalhes do nosso caminho para aprendermos mais, sempre.
Observando a tartaruga aprendemos também a respeitar nossos limites e os limites dos outros, a entender  que cada um tem seu tempo, que cada um tem suas habilidades e que não devemos esperar que todos reajam da mesma forma, que todos tenham as mesmas opiniões, que todos façam as mesmas coisas.
Auto-estima, confiança em si mesmo, também são qualidades que ela nos mostra com sua maneira simples de ser.

A energia feminina da tartaruga está presente na ‘Lenda das 13 Matriarcas’, um conselho de mulheres nativas chamado de “A casa da tartaruga” que associava o calendário lunar
de 13 ciclos, aos 13 segmentos que formam o casco da tartaruga.
Essa irmandade de mulheres visava a cura da Terra à partir da cura pessoal.
E mais uma vez através da tartaruga somos advertidos a buscar a conexão com nosso ‘eu’ interior, a desenvolver nossa espiritualidade, a buscarmos novas idéias e novos caminhos, a fluir com naturalidade de uma situação à outra, assim como ela flui entre a terra e o mar.