Sabedoria Atemporal

humildade
Atualmente, um numero crescente de pessoas, busca conhecer melhor as cerimônias, os costumes e crenças dos povos nativos, por reconhecerem a verdade e simplicidade que existem nas mesmas.
Sim, esses povos ancestrais têm muito a nos oferecer e certamente podem nos ajudar a resgatar um estilo de vida mais pleno e significativo.
De grande importância também, será conhecermos melhor algumas virtudes que esses povos buscavam ter durante toda sua vida. Boa parte dessas virtudes parecem ter se perdido ao longo do tempo e seria maravilhoso se também pudéssemos resgata-las.
Inspirada pelos relatos e lendas contadas por um descendente dessa grande nação, um Sicangu/Oglala/Lakota, resolvi dedicar meus próximos posts para comentar algumas dessas virtudes e espero com isso, conseguir tocar seu coração como o meu foi tocado e incentiva-lo/a, a resgatar essa sabedoria ancestral

1 – HUMILDADE

Unsiiciyapi (ser humilde, ser modesto)

Talvez essa qualidade não esteja em voga atualmente. Vivemos num tempo em que as pessoas buscam enaltecer a si mesmas, vangloriar-se o tempo todo. Existe em nosso mundo, uma verdadeira guerra para ver quem sabe mais, quem faz mais, quem tem mais…
Para os tradicionais Lakota, porém, a humildade era uma virtude a ser perseguida durante toda a vida. Diziam que uma pessoa que anda ‘olhando para o chão’, enxerga melhor o caminho…
A humildade era uma qualidade fundamental para a escolha de seus líderes, por exemplo. Uma pessoa humilde que conseguisse se colocar no lugar dos outros, certamente tomaria boas decisões em benefício de toda a tribo.
Para esse povo, a humildade era uma virtude que realçava todas as demais.
Atos e feitos de bravura durante uma batalha, eram compartilhados em ocasiões especiais como na cerimônia “Waktoglaka” (contar suas vitórias). Essa era a única ocasião em que o guerreiro descrevia para os demais presentes, suas façanhas em um campo de batalha.
O objetivo dessas reuniões era compartilhar encorajamento, aprender novas táticas e incentivar uns aos outros. Não era esperado que o guerreiro que havia “contado suas vitórias”, ficasse se vangloriando e repetindo suas façanhas para toda a tribo.
Legends of the Americas by Sunti Pichetchaiyakul
Um dos maiores e mais prestigiados guerreiros Sioux/Oglala/Lakota, foi o lendário Crazy Horse.
Graças à sua incrível liderança, táticas de guerra e a total lealdade de seus guerreiros, conseguiu derrotar o temido general Custer em 1876.
Ele foi o responsável por deter, mesmo que temporariamente, o exército americano, no seu intento de capturar e confinar em uma reserva, todo o povo Lakota.
Teríamos muito a dizer sobre a vida de Crazy Horse, mas quero destacar aqui que, apesar de todo esse reconhecimento como grande guerreiro, ele é lembrado por seu povo, especialmente por ter sido uma pessoa humilde.
Se alguém tivesse o direito de participar da “Waktoglaka”, esse certamente seria Crazy Horse. Mas na realidade, ele nunca participou de uma dessas cerimônias.
Ele próprio, nunca contou suas conquistas. Outros guerreiros faziam isso por ele.
Crazy Horse sempre foi uma pessoa modesta, tímida e, apesar de ter conquistado o direito de usar muitos dos adornos concedidos aos grandes guerreiros, ele sempre se vestiu modestamente e quando usava um adorno, esse não passava de uma única pena.
Apesar de toda sua fama e do seu reconhecimento, ele andava pelo acampamento de cabeça baixa, em humildade, quando teria todo o direito de andar com arrogância.
Crzy Horse nunca se ofereceu para liderar seu povo. Ele simplesmente foi escolhido por todas as suas qualidades, por seu caráter.
Existem muitas lendas e histórias entre os nativos que ilustram a importância de sermos humildes. Certamente voltarei a falar desse assunto.
Se procurássemos a humildade como uma virtude a ser desenvolvida, talvez não tivéssemos em nosso mundo atual, tantos desentendimentos, tantas disputas, tantos conflitos.
Se lembrarmos que todos perdem com a arrogância, talvez possamos encontrar uma forma de tansformarmos nossas vidas, nossos relacionamentos e quem sabe, um dia, nosso mundo…
Ahow

Lourdes Azevedo

Profecia Nativo-Americana

redskin-arcoíris
Exitem muitas profecias entre os povos nativo-americanos.
Uma delas é recorrente em diversas nações: Cree, Zuni, Cherokee, Lakota Sioux, Navajo-Hopi, entre outas.

“Haverá um tempo, quando a Terra estiver devastada e poluída, quando as florestas estiverem sendo destruídas, quando os pássaros caírem do céu, quando as águas estiverem escurecidas, os peixes envenenados, quando as árvores não mais existirem, a humanidade como conhecemos deixará de existir.
Haverá um tempo em que os ‘Guardiões da Lenda’, histórias, rituais, mitos e todos os costumes tribais serão necessários para restaurar a nossa saúde.
Esses guardiões serão chamados de os ‘Guerreiros do Arco-Iris…
Haverá um tempo de despertar quando todos os povos de todas as tribos formariam um ‘Novo Mundo’ de justiça, paz, liberdade e reconhecimento do Grande Espírito”. (Cree)

“No tempo do ‘Sétimo Fogo’, um novo tipo de pessoas surgirão. Eles refarão suas pegadas para encontrar a sabedoria que foi deixada de lado ha muito tempo atrás.
Seus passos os levarão aos anciãos, a quem pedirão orientação para guia-los nessa nova jornada.
Se esse novo povo permanecer firme e forte em sua busca, o tambor sagrado será ouvido novamente. Existirá um despertar das pessoas, e o fogo sagrado será aceso novamente”. (Hopi)

“Quandoa Terra estiver morrendo, uma nova tribo de todas as cores e credos se levantará. A tribo será chamada de “Guerreiros do Arco-Íris” e colocará sua fé em ações e não em palavras.” (Hopi)

“Os Gerreiros do Arco-Íris espalharão estas mensagens e ensinarão todas as pessoas da Terra ou Elohi. Eles ensinarão a viver o ‘Caminho do Grande Espírito’.
As tarefas destes guerreiros são grandes e muitas.
Nós somos parte da Terra e a Terra é parte de nós”. (Chefe Seatle)

“Existirão terríveis montanhas de ignorância para conquistar e esses guerreiros encontrarão preconceitos e ódio. Eles precisarão ser dedicados, inabaláveis em sua força e fortes de coração. Eles encontrarão corações e mentes voluntárias que os seguirão nesta estrada de retorno à Mãe Terra para a beleza e plenitude mais uma vez.
Quando mostramos respeito por outros seres viventes, eles respondem com respeito a nós”. (Arapaho)

“Quando o Tempo do Búfalo estiver para chegar, a terceira geração de crianças de olhos brancos deixará crescer os cabelos e começará a falar de Amor que trará a cura para todos os filhos da Terra. Estas crianças buscarão novas maneiras de compreender a si próprias e aos outros. Usarão penas, colares de contas e pintarão os rostos.
Buscarão os Anciãos de nossa raça vermelha para beber da fonte de sua Sabedoria. Estas crianças de olhos brancos servirão como sinal de que os nossos ancestrais estão retornando em corpos brancos por fora, mas vermelhos por dentro. Elas aprenderão a caminhar em equilíbrio na superfície da Mãe Terra e saberão levar novas idéias aos chefes brancos. Estas crianças também terão que passar por provas, como acontecia quando eram Ancestrais Vermelhos.”
(Sociedade Búfalo da Dimensão dos Sonhos).

Todas as profecias mencionam que quando a vida em nosso planeta estivesse ameaçada, um numero de pessoas cada vez maior surgiria, guiados e determinados a preservar a sabedoria dos povos nativos.
Seriam pessoas de todas as raças, de todos os credos, cores e costumes, que se empenhariam em resgatar os valores, os costumes esquecidos no tempo, mas que seriam fundamentais para recuperar a vida, reencontrar a harmonia e a paz através da consciência de que todas as raças constituem na verdade, uma só raça”.
Mitakuye Oyassin (somos todos parentes)

O Arco-Íris encarna a ideia de unidade de todas as cores.
Os Guerreiros do Arco-Íris encarnam a ideia de unidade de todas as raças.

Com certeza estamos vendo um número de pessoas cada vez maior, de coração ávido por um mundo melhor, trabalhando, cada uma à sua maneira, na esperança de aos poucos restabelecermos o amor e a sabedoria que estavam sendo perdidos no tempo.
Continuaremos sempre nessa incansável busca para podermos, de alguma forma, participar da confirmação dessa profecia.
Mais importante do que tudo, na minha opinião, será resgatarmos as qualidades de caráter desses povos.
Em breve estaremos falando um pouco sobre alguns dos valores que norteiam a vida desses sábios ancestrais.
Lourdes Azevedo

Dreamcatcher

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Dreamcatcher – Filtro dos Sonhos

Na rica cultura dos povos indígenas certamente aprendemos uma série de lições práticas e eficientes para nossas vidas. O que a civilização moderna perdeu ao longo do tempo, assistimos presente na vida desses povos originais do nosso planeta.
O relacionamento desses nativos com a natureza, por exemplo, denota seu respeito e confiança na mesma, além da sincera compreensão de que toda vida é sagrada e contém em si a energia fundamental do criador.

São os símbolos da natureza que inspiram esses povos na criação de seus instrumentos sagrados.
O círculo que define o tambor, que delimita suas tendas, que orientas suas danças, por exemplo, molda também o Dreamcatcher (Apanhador de Sonhos) e todos são inspirados na natureza, nos movimentos circulares dos ventos, no movimento circular do sol e da lua, das estações do ano, dos ninhos dos pássaros, no movimento circular que a criatura humana percorre durante a vida, de uma infância à outra.

Observando mais de perto o Dreamcatcher (Apanhador de Sonhos ou Filtro dos Sonhos) vemos também a representação da teia de aranha e lembramos que o universo é uma enorme teia na qual toda a criação está conectada.

Todas as tribos norte-americanas confeccionam seus Dreamcatchers, mas o primeiro registro da utilização desse artefato sagrado está relacionado à tribo Ojibwe ou Chippewa que vivia na região dos grandes lagos americanos, entre o Canadá e os Estados Unidos.

A introdução desse objeto sagrado na vida desses nativos é contada por uma lenda.
Diz-se que um índio saiu em peregrinação ao topo de uma montanha, em busca de visão e que durante sua meditação encontrou uma aranha, a grande tecelã do universo, que lhe trouxe uma importante mensagem.
A aranha  prendeu as extremidades de um galho de cipó formando um círculo e teceu dentro dele, uma teia. Enquanto tecia sua teia ela lhe lembrou que tudo nessa vida está relacionado ao movimento circular. Lembrou também, que a vida é rodeada de energias boas e energias ruins e que cabe a cada um de nós separa-las e trabalhar com elas. Se trabalharmos com as energias boas, seremos guiados na direção da harmonia com todas as coisas, mas, em caso contrário, encontraremos a dor e o infortúnio.
Quando a aranha terminou de tecer sua teia, entregou ao índio o aro e lhe disse:
“No centro deste aro está a teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar o seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas ideias, sonhos e visões.”

Vale mencionar que os sonhos desempenham um papel fundamental na vida desses povos e aprender a decifrar as mensagens contidas neles, é a tarefa mais importante que têm durante sua passagem pela terra. Logo, o Dreamcatcher se tornou uma importante ferramenta para auxilia-los nesse propósito.
Pela teia circulam as energias positivas e negativas. As negativas ficam presas nas ramificações da teia enquanto que as positivas atravessam o furo central e penetram no ambiente em que o artefato estiver colocado. Com o nascer do sol, a luz dissolve as energias negativas que  estavam presas à teia. As penas que enfeitam essas peças representam o elemento Ar, a respiração e as contas ou cristais representam o elemento Terra.

Com a popularização desse artefato por volta dos anos 60, qualquer pessoa pode ter o seu Dreamcatcher pendurado na janela ou nas paredes de suas casas, locais de trabalho, em seus carros. E como aqueles confeccionados pelos povos nativos, proporcionam harmonia, garantem o fluxo de energia positiva no ambiente e descartam as influências negativas às quais somos submetidos diariamente em qualquer ocasião.
Convém, porém, dar preferência às peças confeccionadas artesanalmente, se possível por alguém que conheça e respeite a cultura indígena e cada um dos elementos usados na confecção do mesmo. Alguém que terá o cuidado de canalizar vibrações harmoniosas durante o feitio da peça.

Símbolo de confraternização entre os povos nativos, o Dreamcatcher é um importante aliado na limpeza e manutenção energética do espaço em que vivemos.

Lourdes Azevedo

Quer um presente?

Olá,

Hoje eu gostaria de oferecer a você, meu leitor, um pequeno presente.
Como você já deve saber, sou apaixonada pela cultura dos povos nativos das Américas e vivo pesquisando e estudando tudo o que encontro a esse respeito.
Recentemente fiz um pequeno apanhado sobre as cores na visão dos povos nativos norte-americanos.

Se você, assim como eu se interessa pelo assunto, provavelmente gostará de conferir esse meu trabalho.

Para isso, basta enviar um e-mail para mlmazevedo@gmail.com e colocar “e-book” no campo assunto.
Não será preciso escrever nada.
Assim que seu e-mail aparecer na minha caixa de mensagens, estarei enviando o e-book pra você. Olha a carinha dele aí embaixo!

Depois, se você quiser, me conto o que achou, ok?

Grande abraço
Lourdes

capa ebook cores

 

Medicine Bag

Mai-1

Medicine Bag
Medicine Pouch
Maí
(Bolsa de Medicina)

Para podermos falar um pouco sobre esse assunto, precisamos, antes de qualquer coisa, definir o que significa “medicina” neste contexto.
Para o homem branco, a palavra medicina remete a remédios, médicos, hospitais e semelhantes.
Já para os povos nativos, “medicina” é uma referência a tudo que envolve força espiritual, energia, mistérios ou poderes sobrenaturais.
Uma Medicine Bag (Bolsa de Medicina) é um item ancestral e sagrado que foi criada para que a representação da energia desejada pudesse estar sempre junto de seu portador, para representa-lo espiritualmente.
Nela costumam ser guardados objetos que transmitem essa energia e que tenham significado importante para o seu dono.

A essência desses objetos guardados na sua Bolsinha de Medicina, cria um campo de energia e essa energia o guiará, protegerá e o representará.

Ter uma Bolsinha de Medicina e usa-la perto do coração, fará uma conexão da energia dos objetos  com o seu Eu interior, com o seu Eu espiritual e estará lá para lembra-lo constantemente, de quem você realmente é.

É tradição dos povos nativo americanos, carregar consigo sua ‘medicine bag’ com itens que os aproximem do Grande Espírito, o Criador, com itens que os conectem com o seu animal de poder, seus guias ou aliados, com as energias da natureza.

É possível, inclusive, ter mais de uma Bolsinha de Medicina.
Se você trabalha com terapias, por exemplo, poderá ter uma dessas bolsinhas com algumas ervas que possam auxilia-lo em seus atendimentos, na formação de um Círculo Sagrado, num tratamento de cura.
Uma outra poderá lhe ajudar numa jornada de Busca de Visão, numa meditação.

Seria interessante que, após escolher os objetos que você deseja guardar dentro dela, você se sentasse calmamente e passasse cada um deles, pela fumaça produzida pela queima de ervas como a salvia ou o capim limão.
Muito importante que você trate cada objeto, como aquilo que eles realmente são: a representação de uma energia da natureza. Feito isso, você poderá coloca-los na sua bolsa de medicina.
Pense sobre cada um dos objetos que você guardou e o que eles significam pra você. Expresse seu agradecimento pela ajuda oferecida por eles e imagine uma troca de energia entre você e sua Bolsa de Medicina.
Deixe a energia vinda dela fluir sobre você e estabeleça uma conexão de gratidão com o Grande Espírito, o Criador.
Quando você terminar essa meditação, carregue sua Bolsa de Medicina sempre com você, de preferência pendurada ao pescoço ou fixada a um cinto. Os nativos acreditam que a energia produzida por ela será melhor aproveitada se a mesma estiver perto do seu corpo.
Se possível, durma com ela sob seu travesseiro.
De tempos em tempos você poderá sentir a necessidade de remover alguma coisa ou de adicionar um item novo à sua Bolsa de Medicina.

Coruja

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A coruja é uma ave que desperta uma série de opiniões contraditórias.
Há aqueles que a consideram uma ave de mau agouro, talvez em função dos sons soturnos que ela emite.
Outros a vêm como símbolo de sabedoria, talvez em função de seus grandes olhos que parecem estar sempre prestando muita atenção.
Os nativos costumam chama-la de “Águia da Noite” e a relacionam com a direção Leste da Roda de Cura, a direção da iluminação.

A coruja tem algumas características bem marcantes. É uma ave que caça à noite, quando sua visão é ainda mais aguçada. Sua fantástica audição é considerada uma das mais sensíveis dentre todas as aves do mundo. Some-se a isso, o fato de que ela consegue voar quase sem produzir nenhum ruído. Essas vantagens certamente permitem que suas caçadas por alimento sejam, via de regra, muito bem sucedidas.
Diz-se também, que a coruja consegue ver o que outras aves não conseguem e isso caracteriza muito bem as pessoas do “Clã da Coruja”, aquelas  que têm nessa ave, uma grande aliada. As pessoas do Clã da Coruja percebem com facilidade a verdadeira intenção por trás das palavras ou ações dos outros. São pessoas difíceis de enganar e que não se iludem facilmente. Conseguem perceber claramente a verdadeira aparência por traz das máscaras.

As corujas fazem uma ponte, uma ligação, entre o mundo da escuridão e o mundo da luz, do claro, do aparente. Ela é considerada a mensageira da noite. Costuma-se dizer que se uma coruja se aproximar de você, pode significar que está na hora de enfrentar seus medos, de estudar uma situação com mais profundidade para se resolver um aparente mistério. Pode significar ainda que está na hora de deixar ir embora alguma coisa na sua vida que já não lhe serve mais.
Seus grandes olhos nos recomendam a prestar mais atenção nos acontecimentos e desenvolver melhor nossa capacidade de discernimento. Nos recomendam colocar um olhar mais profundo em todas as situações para desvendarmos seus mistérios.
A coruja é a sabedoria antiga, ancestral, que devemos buscar para nossas vidas.

Cavalo

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Basta observarmos um cavalo galopando livre no campo, para descobrirmos um de seus maiores atributos: O Poder.
Nada parece capaz de detê-lo!
Ele é um animal imponente, forte, incrivelmente bonito e elegante.
Para os nativos o cavalo representa exatamente isso: Poder. Poder no mundo físico e no mundo espiritual.
Vamos parar um minuto e pensar o quanto nosso mundo mudou desde que o homem resolveu montar no dorso de um cavalo para encurtar o tempo de suas viagens de uma localidade à outra, para ajuda-lo a carregar suprimentos, pertences e até a família.
Devemos muito de nosso progresso à esse maravilhoso animal.  Até hoje, quando falamos em poder, potência de um motor por exemplo, usamos a expressão “cavalos de força”.

Um cavalo selvagem é um espírito livre – um misto de força e sabedoria.
Sim, o poder  só será poder realmente, se ele estiver embasado na sabedoria. Qualquer outra manifestação de poder sem essa sabedoria, será apenas força, tirania e não ‘poder’.
Para os nativos, a sabedoria é algo a ser compartilhada o que confere ainda mais poder a quem assim o faz.
O espírito livre do cavalo nos transmite diversas lições. Nos orienta a nos livrar das amarras que muitas vezes nós mesmos criamos e a ‘montar num cavalo’ para galgar novos caminhos.
Velocidade, força, graça, gentileza e tolerância são características desse animal que nos ensina a, igualmente, corrermos com nosso espírito livre, sermos fortes para defendermos nossos ideais, graciosos e pacientes para com aqueles que nos cercam.
O cavalo nos lembra de nosso poder interior e nos dá coragem para seguir adiante, para fortalecermos nossa ligação com o Grande Espírito, o Criador.
Suas costas e pernas fortes nos orientam a permanecermos sólidos em nosso caminho espiritual e a carregarmos nossos fardos coim dignidade, lembrando sempre que o verdadeiro poder é a sabedoria, o equilíbrio e que para alcança-la precisamos manter viva em nossa mente, cada uma das lições que aprendemos durante nossa jornada aqui na Terra.
Se você está se sentindo subjugado por alguém ou percebeu que está oprimindo outra pessoa, busque a energia do cavalo para reequilibrar suas forças e construa seu Escudo de Poder.
O importante é manter a unidade, o sentimento de família, entender que para que haja um mundo melhor, precisamos ser pessoas melhores.